quinta-feira, 28 de maio de 2009

Surf e Napalm

“ "Tipo, os surfistas vietcongues, que sobreviveram ao desembarque da Normandia, e aos rigores do inverno na Rússia, quando enfrentavam as tropas de Napoleão nas cruzadas no sul da Austrália, surfavam nas ondas gigantes provocadas pelas explosões de Hiroshima e Nagasaki no Mar Morto, com rudimentares pranchas feitas de pedra –lascada e fibra de carbono. Os vietcongues também pegaram altos tubos naquele lance do Moisés dividir o mar e tals, e alguns vieram pra Minas Gerais e introduziram o tow-in, praticando na lagoa Rodrigo de Freitas numa cachoeira junto com o Roberto Justus, e o pessoal do exército brasileiro, que depois acabaram ajudando eles a invadir a Manchúria e aí eles voltaram para a África e lá eles introduziram o surf entre os europeus que viviam na Patagonia, mas aí...”

Tentando entender a insólita trama narrativa de nossa amiga Ferds esposa do brods Guégs, que falava sobre surf, vietcongs, entre outras coisas, subimos a serra no ultimo bate-volta, rindo e imaginado o que ela tentou dizer. O lance do surf no Vietnã ficou na minha cabeça e lembrei então da mítica obra prima de Francis Ford Coppola , Apocalypse Now , que assisti quando o surf ainda não fazia parte da minha vida.

No filme, durante a guerra do Vietnã, o coronel Kilgore conversa com o soldado Lance Johnson, um surfista de Malibu, e fica sabendo da existência de ondas perfeitas quebrando sob uma bancada de corais, próximo ao acampamento. O coronel Kilgore, também surfista, encara como mais um dos desafios do surf o fato do point estar localizado em território ocupado pelos inimigos. Na manhã seguinte, ele parte pra lá com seus regimento (a clássica cena do helicópteros voando e destruindo tudo ao som de “Cavalgada das Valquírias” ). Pra garantir a surf session em meio a tiros de morteiro ele manda aviões bombardearem e lançarem napalm no vilarejo. Desta forma, o coronel conseguiu uma união improvável: O surf e a estupidez.

É certo que não era intenção do roteirista ou do diretor mostrar o surf como uma excentricidade em meio ao caos. Se insanidade da guerra desproveu de qualquer sentido o ato de pegar uma prancha e sair em direção ao mar, podemos entender a desconcertante cena como um resquício bestializado da vida que os soldados deixaram pra trás, uma absurda tentativa de fuga da massacrante realidade (quase o que a gente faz por aqui!), em meio ao absurdo maior da guerra.

O roteirista do filme, John Milius era surfista e sabia que o surf não estava tão distante assim da realidade da guerra. O exército americano enviava regularmente pranchas de surf ao Vietnã, sob a desculpa dos combatentes de que elas eram necessários para auxiliar os salva vidas. O documentário Between the lines, lançado este ano, investiga como o surf fez parte deste dramático capítulo do século XX. Grande parte dos jovens entre 18 e 25 anos que foram obrigados a servir eram da Califórnia, o lugar que mais representava a cultura surf nos Estados Unidos no final dos anos 60. Dos 58 mil mortos na guerra , pelo menos 10% eram de lá. Aqueles garotos que como eu ouviam Beatles e Roling Stones, também curtiam Deltones e Beach Boys e levaram o surf para as praias do Vietnã.

Ty Ponder, produtor do documentário , comentou numa entrevista à Espn sobre um soldado que conseguia avistar os vietcongues a menos de 100 metros da praia, armados com seus fuzis AK-47 enquanto pegava ondas. Este soldado contou a Ty que imagina ter sobrevivido a experiência "porque os inimigos odiariam matar alguém que estava se divertindo tanto".

Com o mundo sempre batendo à porta de outros conflitos, o comentário de nossa amiga suscitou em mim a percepção que havia escapado quando assisti o filme e não entendi muito bem o lance de um surfista e “ o cheiro de napalm pela manhã”, em mais uma guerra inútil. O surf me ajudou entender que “o horror, o horror” era excencialmente loucura...

“If I say it’s safe to surf this beach, Captain, then it’s safe to surf this beach. I mean I’m not afraid to surf this place, I’ll surf this whole fucking place!” (Coronel Kilgore)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Múúúúúú...

Ja falei delas aqui. As vacas fazem parte da diversão do surf. Só quem surfa sabe o que uma pobre meia passa na máquina de lavar roupas... O brother Eds, surfista pecilotérmico, parceiro de surf e rock'n roll me indicou este videozin. Ow, vacas são amigas, não são comida!

sábado, 16 de maio de 2009

Clark Little

Clark Little, é um surfista de Waimea Bay (Hawai, né!), pacato cidadão, que um dia, a pedido de sua esposa que queria algo para decorar uma parede, resolveu cair no mar com uma Nikon D200 (yeah, meus brothers, dessas que você encontra no Mercado Livre por 3 contos) , mais um estanque (lógico), uma lente fish eye, muito talento e conhecimentos adquiridos junto a seu pai, que foi professor de fotografia por 12 anos.

Clark desenvolveu uma técnica para capturar as cavernas de cristal desmanchando-se nas bancadas do Hawai eternizando estes fugazes momentos em esplêndidas imagens. E hoje ele realizou o sonho de todo surfista de alma, e vive de surfar e vender em seu site as fotos obtidas no quintal de casa.

Cada foto está a venda por valores entre 50 a 4000 dólares. Parece moleza, mas sensibilidade e talento realmente não tem preço!

"Cada imagem é uma reflexão de minha profunda admiração e afeto pelas águas salgadas do Hawaii, a nossa cultura e estilo de vida" Clark Little

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Surf Zen

A monja Isshin Havens ( mó figuraça! ) descobriu aos 58 anos o que os Kakis já sabiam há algum tempo! (Videozin chopinzado do sensacional Blog Wavetoon, aliás o autor do Blog está na entrevista.)

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Acervo Digital - Revista Veja

Depois que descobri que todas as edições da Veja estão digitalizadas e disponíveis para consulta pública na net, virou meio que um passatempo ficar revirando as edições antigas. Fico pesquisando para saber qual a primeira vez que eles falaram em Barack Obama , Apple ou Google, por exemplo. Ou quando se deu cria à terríveis palavrinhas e expressões como “Derivativos”, “Bolha Imobiliária” entre tantas outras que postergaram meus sonhos de ser escovado nas morras gigantes do Hawai este ano...

Numa destas incursões no acervo digital de Veja, eu pesquisei a palavra Surf (lógico!) . Estava realmente curioso para ver quando, em seus 40 anos de história, a Veja falou pela primeira vez em “Surf “. O resultado é isto aí:

Tá certo que há 40 anos atrás as praias brazucas não eram nenhuma Califórnia, e que a galera não tinha muito idéia do que era surf, mas o que que é isso? No mínimo eles inventaram uma forma primitiva de Wake-Board. O anúncio também é um primor. A galera aqui da agência rachou o bico! Facú de publicidade é para os fracos!

Percebi também, que antigamente , ninguém surfava e sim “fazia surf”. Em Portugal ainda é assim que as pessoas referem-se ao ato de surfar. A primeira matéria que tinha o surf como tema relevante, só saiu em 1986, falando que Santa Catarina é o canal pra quem quer surfar (Yeah!). Naquela época, o Picuruta Salazar ainda era chamado de Alexandre Salazar Junior! Mas antes disso teve propaganda da Guaraná Antártica , desta vez com um cara surfando de verdade, teve a Brasília já sendo vendida como “ideal para carregar as pranchas de surf”, o Millôr preocupado com o fato de que as pranchas sobre o carro alteram seu centro de gravidade, e um montão de informações inúteis (e o que não é inútil quando se está longe do mar?) . Você sabia que o esporte preferido do rei Hussein era o surf? Pois é...

Deu também uma certa vontade de ter vivido os anos 70, lendo uma matéria sobre um festival de rock e surf em Saquarema em 73. Totalmente roots e improvisado. Lógico, tinha gente interessada em faturar uns trocos, mas não tinha nada a ver com as mega-produções caga-praia dos grandes campeonatos de hoje.

Aê, boas ondas a todos! Mahalo

Quero um desses!

sábado, 11 de abril de 2009

Feriadão com Ciclone Extratropical

U-húuu, meus brows! Feriadão com direito a morras gigantes, propiciados pelos nossos saudosos Ciclones Extratropicais, estas pequenas maravilhas metereológicas , que dão um sumiço logo no início da primavera, e tradicinalmente retornam junto com o feriado da Páscoa! E por falar em Páscoa, conversava à pouco com um brother do surf sobre o fato da Páscoa ter se transformado em, outo feriado comercial . Ninguém se lembra mais do sofrimento do pobre Coelinho, que morreu enforcado na cruz para salvar a humanidade... Aê, boas ondas a todos! Tratem bem os Coelhinhos e cuidado com o marzão!

Olha que coisa mais linda!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Vaca Nervosa

Jet Ski para Town In , só se for com motor 4 tempos... E revisadinho. O Burle estava rebocando a Maya (ai, ai...), o jet negou fogo e ele levou esta vaca sinistra numa onda de 8 metros. O lance rolou em Velzyland, na ilha de Oahu, Hawaii. Será que a Maya (ai, ai) tá bem? Ow, tadinha!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ê MARZÃO!

Marzão generoso e pra lá de simpático do dia 23. Tava muito legal. Ele até me devolveu esta esquerdinha linda que eu havia perdido. U-húúúú, mandou igualzinha! A esperança de todos os Kakis é que neste findi ele esteja com o mesmo bom humor!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Point Break

Numa dessas modorrentas tardes de verão (são modorrentas como o inverno , quando se está longe do mar), eu aqui, como tantos outros brothers que procuram por surf na telinha do pc, descobri que esta em curso uma continuação do filme Point Break (Caçadores de Emoção).

Pra quem não lembra, no filme Keanu Reeves é Johnny Utah um agente do febeí que se infiltra numa gangue de surfistas que cometem assaltos usando máscaras de ex-presidentes dos Eua. O filme até que é legalzinho, e seu ápice desenrola-se no mar.

Procurava pelo Google se existe algum Point Break no Brasil (pra quem não sabe, Point Breaks são praias com fundo de pedra ou coral , ou qualquer outra coisa que não seja areia, e por esta característica tem ondas tubulares) e achei a informação sobre o filme num site de surf lá de Portugal (esse aqui). Mas legal mesmo foi a paródia do filme que eu acabei encontrando.

Depois, nós surfistas é que somos "tudo maconheiro" ... Bells Beach foi de rachar o bico, he, he, he...

Ae malucos, enjoy the summer, porque o invernão vai ser de f... Grande abraço!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

LA FONTAINE O CAR#@%LHO. A CIGARRA E A FORMIGA BY CAPITÃO PREGO!

Era uma vez uma cigarra gente boa, que passou o verão em Mariscal-Bombinhas surfando, tomando todas e cantando pela praia, sem se preocupar com o futuro. Certa tarde, ao esbarrar numa formiguinha, que carregava uma pesada pilha de guias e formulários, perguntou: - Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente curtir, sinta a maresia, úúúúúú, vamos nos divertir! - Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar dinheiro e rango para o inverno. -Eu hein, guardar comida pro inverno, que troço maluco, mas deixa pra lá, pensou a cigarrinha e saiu correndo em direção ao mar, percebendo que uma nova série tava entrando!!!! Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo , surfando, tomando todas, altos luaus, muita diversão, só positive vibrations. Quando tinha sede, era só pegar uma latinha de Skol e tomar. Os brothers, sempre na presença garantiam a ervinha sagrada, e muita paz no coração! Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada pilha de documentos.

A cigarra então aconselhou: - Brow, se liga, vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos dançar! Lets dance until morning light, u-húúúúú!!!! A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada. Surfou o dia interinho, a noite conheceu uma galera gente boa num luau, tomou altos gorós, e fumou até um cigarrinho que deixou ela meio siderada! Curtiu a vida adoidado!!! Aí, despirucou de vez e resolveu viver também como sua amiga Crazy Cigarrete.

Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro, que na verdade era dona da holding Ant &Ants Associates com mó cara de mal comida e ao vê-la se divertindo olhou para ela e ordenou que voltasse ao trabalho. Fodeu, terminava ali a curta vidinha boêmia da formiguinha...

A rainha das formigas falou então para a cigarra: - Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio, ninguém vai garantir tua larica! Você tá fudida, sua vagabunda!A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou: - Affff, crédo o inverno ainda está longe, darling! E só não mandou aquela formiga pequeno burguesa à merda, pq tava susse!!! Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje (aí, a vida é agora, galera!) , sem pensar no amanhã. Para que construir uma báia? Para que armazenar alimento? Não sou mórmom, pensou ela... Puta perda de tempo... Eu vou é curtir o verão, porque o único defeitinho do verão é não ser eterno!!!!

Bom, certo dia, eis que o verão acabou e eis que o inverno chegou...

E a cigarra tiritava de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga. A formiga abriu e a indefesa cigarrinha percebeu que ela tinha se transformado num troço feio dos infernos e queria devora-la!!! Aí a cigarrinha acordou!!! Era um horrível pesadelo! Ficou aliviada ao perceber que estava num pais tropical e nem fazia tanto frio assim, além do mais ela não era rica mas ganhava o suficiente para uma vida absolutamente confortável sem ter que ralar feito uma maluka e sem ter que abrir mão do seu sagrado verão!!!!! Ajeitou-se novamente em sua caminha king size no seu quarto todo decorado com umas paradas que ela trouxe de Bali num destes outros verões, e então ouviu alguém batendo á porta!

Abrindo a porta, a cigarra viu na sua frente a pobre da formiga na maior deprê... Puxou-a para dentro, deu um whiskinho e um cigarrinho verdinho pra ela e começaram a trocar uma idéia... A pobre da formiguinha tava toda estressada, e contou que não aguentava mais! Desde que ela havia se formado, era só trampo! Trabalho dia e noite, levava trabalho para casa, vivia estressada, muita cobrança , muita pressão! Toda a grana que ela ganhava ela gastava com psicanalista e Prozac... Ela lamentava ter perdido seu verão, e agora sofria também com a melancolia que o inverno lhe trazia...

Naquela hora, bateram á porta novamente! Era a rainha das formigas que entrou chorando de nervosa e disse à cigarra:

-Ai kct, não aguento mais, vamos fugir desse lugar, chega, quero sair por aí curtindo a vida, e com a grana que sobrar vou abrir um boteco em Mariscal, vcs querem ser minhas sócias????

Ambas aceitaram no ato e para a cigarra e para as formigas, aquele foi o começo do inesquecível verão 2008/2009!

Nossa bróther Formiguinha, curtindo mais um pôr do sol em Mariscal.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Onda

A onda - de Manuel Bandeira

a onda anda

aonde anda

a onda?

a onda ainda

ainda onda

ainda anda

aonde?

aonde?

a onda a onda

Depois de uma semana no Planalto Central, eu só penso nelas...

domingo, 30 de novembro de 2008

Blumenau

Depois de 8 meses com meu direito de dirigir suspenso (não amigos , não bebo dirigindo, nem faço besteiras por aí ao volante) a idéia neste findi era zarpar com os brows para Mariscal, mas desta vez, comigo ao volante!

Primeiro questionamos a condição das estradas, depois passamos a questionar se cruzar um estado abalado pela calamidade num jipinho exibindo 4 ou 5 pranchas de surf amarradas ao rack não seria uma forma de manifestar uma ostensiva indiferença pelo sofrimento de tantos.

Mas na quinta feira um tópico na comunidade “Blumenau” no Orkut chamou minha atenção para um problema e mudou o rumo do meu fim de semana. A protetora Ana, timidamente (demonstrava um certo receio de expor sua preocupação com animais , diante do flagelo humano) pedia doações de ração para a Ong APRABLU de Blumenau, que estava precisando de auxílio diante da quantidade de animaizinhos que levados pela enxurrada se perderam e também aqueles que foram deixados para trás pelos desabrigados.

Carreguei então a camionete da empresa com cerca de 300 quilos de donativos ( sim, alguma coisa era pro Zé Povinho também, para que não acusem meu especismo à raça humana) e parti rumo à Blumenau. E pude ver de perto tudo o que a ganância , a ignorância e o descaso com o meio ambiente podem propiciar. Ocupação dos pés das encostas. Ocupação das encostas. Destruição da mata ciliar, assoreamento dos rios e ocupação das áreas de várzea. Impermeabilização do solo (dá lhe asfalto, concreto, calçadas! ). Tudo feito em nome do progresso, do conforto e da “infra-estrutura”...

Confesso que diante de tanto abuso e maus tratos ao nosso planeta eu até que gostaria de ser refratário ao sofrimento das pessoas. Mas é difícil. A gente entende de maneira contundente o significado da expressão “perder tudo” diante de cenas como a de um senhor, sentado sobre um caixote na calçada sob a chuva que não dava trégua, observando o que restou de seu casebre. Cinco dias depois da tragédia o que era o refúgio na desgasta vida deste senhor ainda estava tomado pela lama até a altura do joelho. Eu via aqueles que imagino serem amigos, parentes e voluntários retirando objetos que me pareciam indistinguíveis tamanha a quantidade de sujeira e não podia desprezar de forma alguma o que aquelas pessoas estavam vivendo. O clima na cidade era realmente desolador. Difícil encontrar sorrisos.

O pior de tudo é que estas tragédias são pouco democráticas. Afetam muito mais os pobres do que os abastados. Rico mora bem em qualquer lugar, e embora em alguns lugares alguns tenham sido afetados a grande parcela da população que sofreu mesmo foram os de poucos recursos. Enfim, temos nosso Katrina e infelizmente a certeza de que cada vez mais situações como esta irão se repetir até que se comece a implantar normas inteligentes de ocupação do solo e que o fato de viver com qualidade e segurança seja conseqüência de atitudes positivas em relação o meio ambiente.

Depois de 8 meses pegando a estrada no banco do carona, o Guaia vai a Blumenau dar uma força para seus irmãzinhos de 4 patas!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Couch Surfing

Tem um sofá na Indonésia ou no Havaí esperando por você! O site Couch Surfing é uma excelente idéia para quem quer conhecer os picos mais irados deste mundão. O site que reúne viajantes do mundo conectando aqueles que querem viajar e aqueles que querem receber funciona como uma comunidade no estilo de uma rede social como o Orkut e o My Space, e parte de uma idéia simples que surgiu da necessidade de seu criador o programador Casey Fenton. Ele havia descolado uma passagem baratinha pra ir a Islandia, mas não tinha grana pra hospedagem. Mandou então uma penca de e-mails pra estudantes de Reykjavik (capital da Islândia, ráááá ,essa você não sabia) pedindo um lugar pra ficar. Logo ele recebeu umas 50 ofertas e partiu para o que ele chama de uma das melhores viagens de sua vida.

A inscrição no site é gratuita, mas por cerca de 13 dólares você pode obter um certificado emitido pelo site indicando que os dados fornecidos são verdadeiros. A partir daí você pode conseguir indicações de participantes da comunidade que te conhecem e que certificam que você é uma pessoa confiável além dos comentários de pessoas que já se hospedaram em sua casa ou que hospedaram você, num sistema de qualificação parecido com a comunidade eBay / Mercado Livre.

O Projeto Couch Surfing busca a “Participação na criação de um mundo melhor, um sofá de cada vez", conforme seu slogan. Sua missão é procurar ligar pessoas e lugares internacionalmente, criar trocas educacionais, fomentar consciência colectiva, espalhar a tolerância e o entendimento cultural de acordo com as palavras de Casey Fenton. A experiência do site já tem uns 2 anos, mas após uma catastrófica perda da base de dados (foi como se todos os perfis do Orkut ou do My Sapace fossem pro saco do dia pra noite) o projeto retornou muito mais estruturado este ano.

É sem dúvida uma excelente idéia para todos os viajantes do mundo como uma forma de reduzir os custos de viajem interagindo com a cultura local permitindo um maior contato com os costumes e peculiaridades do país visitado.

Meu sofá em Bombinhas já está disponível por lá! Don´t be a couch potato, be a couch surfer!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Eu vou chamar o síndico, Obama!

Parece esquisito, num blog que se propõe a falar de surf e mar eu torne a falar do Brow Obama novamente.

Mas lá no início eu já dizia que “não fazemos do mar uma fronteira que ao ser ultrapassada deixa o mundo árido e burocrático de nossas realidades para trás. “. E a eleição do Brow Obama é mais que um fato político, ela refresca nossos espíritos. Sim eu sei que nossas vidas a curto prazo não serão afetadas por isto. Meu surf não vai melhorar e talvez os oceanos precisem de ainda muitos democratas Al Gores espalhados pelo mundo inteiro para serem salvos, mas a esperança está no ar.

Eu já vivi algum tempo para me dar conta que as mudanças surgem tímidas e desenvolvem-se lentas, com o vagar do tempo. Levou 40 anos desde que uma bala cruzou os céus de Memphis e acabou com a vida de um homem que sonhava com o dia em que seríamos julgados pelo nosso caráter e não pela cor da nossa pele , para que as coisas começassem a mudar de verdade. E nesta busca por mudanças e evolução o 4 de novembro de 2008 é realmente uma data histórica.

O nível de conscientização alcançado nesta data me leva a sonhar com a real possibilidade de que logo viveremos o sonho de um amanhã perfeito, onde finalmente tudo o que a humanidade tem feito ao planeta e a seus irmãos faça parte do passado.

Aí, o mundo começou a mudar. Quem sabe daqui a mais uns quarenta anos o presidente da maior nação do mundo seja um jovem vegetariano surfista, he, he, he. Nós podemos acreditar! Yes, we can!

For the Reverend Martin Luther King...Sing!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Gambás são nossos amigos!

Tava rodando na Eduardo Sprada. Na minha frente um caminhão e a frente de nós surge um gambazinho hesitando em atravessar. Eis que ele atravessou a rua e o caminhão passou por cima dele.Passou por cima, mas as rodas não o atingiram. Deu tempo de ver ele correndo lépido e alheio ao perigo em direção ao mato. Confesso a vocês que fiquei surpreso e espantado com este inesperado ato de bondade do Sr Deus. Acho que Ele está em campanha para a reeleição! Rááá, factóide, Ele quer meu voto! Gambás são simpáticos mamíferos marsupiais. Apesar de não surfarem eles são muito gente boa.

Bológui

Fui atualizar uns templates aqui e deu pau na formatação. Os parágrafos dos textos foram pro saco. Virou tudo um bloco só. Estou tentando consertar a ca#%da... Tinha também um gadget do Radio Surf...Não tem mais. Tocava altas surf musics, mas rolava direto rap. Esses dias até Racionais (èca! ) e outras tranqueiras congêneres estavam tocando... Outra coisa é que tem também uns Djs meio anestesiados, parece que estão constantemente chapados... Nada a ver...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Um Kaki apaixonado...

Neste findi brother Xande inaugurou sua nova prancha. Um Kaki tem vários amores, uma no mar, outras na terra... E o Kaki Xande estava realmente apaixonadão por sua menina de epóxi. Chayenne é o nome dela! O começo do namoro foi meio complicado, mas depois de um comentário atento do brow Junior ( "Véio, vc não tá dropando um pouco adiantado?") o romance deslanchou. Xandão tava afobadão, mas começo de namoro é assim mesmo, he, he, he, ... Foram 7 horas na água neste sábado e rolou sintonia, faltou só trilha sonora! E logo, logo vão rolar drops insanos, aéreos impossíveis, floaters irados, tubos e cut backs! Ow, mas mantenha o respeito! Lavada na cara dos brothers não vale!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Capitão Prego

Ow, então, deixa eu me apresentar... Capitão Prego, o intrépido paladino das Santas e Sagradas Marolinhas de Matinhos e Mariscal, o defensor das tilanguinhas incautas que aventuram-se nas merrequinhas dos mares do sul, inimigo numero um dos porcalhões que jogam bituca de cigarro na areia e o terror dos brothers que remam descuidados em direção o line up! Eu mesmo! E votem em mim para síndico do outside! Aí, agradeço ao Guaia pelo convite!

Crowd

Caraca meu ! Tinha umas cinquenta cabeças na água, mó crowd!