No videozin, o momento em que o Tas vem me cumprimentar , e eu na pira de produtor vacilei e deixei ele com a mão estendida alguns segundos, achando que haviam perdido o apresentador dele...
No videozin, o momento em que o Tas vem me cumprimentar , e eu na pira de produtor vacilei e deixei ele com a mão estendida alguns segundos, achando que haviam perdido o apresentador dele...
Prefiro ainda que com menos ondas, as cores vistosas de um dia banhado de azul, a areia escaldante, as noites quentes de Mariscal. Quanto as ondas, nem é tão ruim assim. Meus brothers sabem do que eu estou falando.No dia 3 de Janeiro de 2009 pegamos um dos melhores mares do ano. As ondas que partem pra outro hemisfério em busca do inverno, não contém a sua saudade e nos visitam com menos frequencia, de carona com as Tempestades Tropicais e Ciclones Extra Tropicais entre setembro e março. Por certo, há que se ter um cuidado maior, temos que combinar certinho com elas (as ondas, ow!) pra não haver desencontros.
Tudo acertado, vou fazer valer meu direito ao sol! Direito adquirido e já documentado, quando nesta louca loteria cósmica, fui sorteado para nascer num país tropical, abençoados por Deus e bonito por natureza!
Yeah, lá vem chegando o verão!
Mas de alguma forma fui deixando de lado um pouco do meu inquietante espanto ao namorar o firmamento. Aos poucos mudei a minha maneira de reagir aos segredos do céu. Talvez tenha sido a influencia da educação que recebi em colégios católicos que tentavam acabar com a inefável poesia do infinito me fazendo acreditar na pragmática criação do universo feita em seis dias por um sujeito barbudo e punitivo. Talvez tenha sido a ciência, que aos poucos transformou aqueles pontinhos brilhante aninhados em milhares de galáxias, em fornalhas de gás que convertem hidrogênio em hélio. Mas sei que a medida que minha infância se extinguia e que as coisas terrenas me cercavam eu já não via mais o céu como antes. Ainda me espanto e me encanto com a magnitude do universo, mas o tempo encarregou-se de roubar um pouco da minha emoção.
Porém o meu fascínio pelo mar e pelas coisas do mar sempre foi o mesmo. O Guaia que hoje sai à procura de uma valinha com seus brothers e o Guaia de 30 anos atrás que eufórico e curioso contemplava o mar, carregam no rosto sempre o mesmo sorriso. Na primeira vez em que eu botei os pés na areia, senti a brisa marinha e vi as ondas que chegavam ao inside eu nem fazia idéia do que era o surf, mas só o fato de estar ali, pés molhados, olhos fitados nas marolinhas, era o suficiente pra fazer de mim um garoto muito, muito feliz. Tenho vívidas a lembrança do misto de perplexidade e vertiginosa empolgação que sentia toda vez que ouvia a palavra “praia”. E isto tudo que eu ainda nem sabia o que era o surf. Não imaginava que pudesse existir uma forma tão poética e divertida de interagir com aquele gigantesco playground feito de espuma e água movimentando-se em seu desordenado balé. Por hora, bastava-me estar ali!
...e um dia então, eu descobri o surf. Uma onda que veio lá do meio do oceano, chegava à praia e me convidada pra um passeio. Aceitei o convite generoso da simpática marolinha esverdeada e me tornei um surfista. Acho que os superlativos não dão mais conta de traduzir o encanto e a atração que as ondas exercem sobre mim. Hoje sou o Guaia da Cris e da pequena Mayra, o Guaia dos brothers e o Guaia Surfista. É isto tudo o que me define. É isto que faz de mim uma pessoa feliz. O surf faz parte da minha vida e o mar é meu companheiro fiel, mais um parceiro ilustre em minha trajetória por este nosso simpático planetinha, pálido ponto azul mergulhado nos mistérios do nosso universo...
Mahalo, meus brothers!
Estava tudo pronto para irmos ver o mar e recebemos a noticia que um brother nosso, paizão gente boa de brothers nossos, deixou este mundo de grandes ondas e pequenas coisa vans...
Tenho por certo que a mudança de existência deste nosso brother (parceiro , pai dedicado, dono de um sorriso sempre constante) não encerrou sua aventura nesta vida. Ele transcendeu sua existência na forma que constituiu sua família e educou seus filhos . Diante disso o absurdo inaceitável da morte não tolheu dele um significado, um porque de ter existido.
Mas ainda assim é tudo muito triste e desolador. Penso que pessoas como eu não tem aspirações à eternidade por motivos egoístas. Queremos permanecer por querer estar sempre aqui para proteger eternamente àqueles que amamos. É por isto que pensar em partir nos assusta. Pensar em nossa impermanência nos assusta, diante do medo que temos de abandonar os nossos aos perigos deste mundo. Mas nada deve ser mais terrível do que enfrentar a partida daqueles que amamos.
É duro falar sobre isto, e pensar na morte afronta o ofício de viver. O homem livre em nada pensa menos do que na morte e sua sabedoria é uma reflexão não da morte, mas da vida, dizia Epinoza. Mas, acho que o brow Moby encontrou uma forma mais sutil e poética de traduzir nosso medo e impotência sobre esta que é mais assustadora das incontinências humanas...
Na agência, tomando café frio, na companhia de espectros ectoplasmicos...
Se vocês pensam que os fabricantes de embalagens são sensíveis aos anseios de consumidores conscientes que procuram por embalagens biodegradáveis ou com destino ecologicamente correto, esqueçam! Políticas ecológicas não eram oferecidas sequer como uma estratégia para apresentar um diferencial competitivo. Confesso que mantinha a esperança de ver por lá tecnologias como embalagens de amido , polímeros de álcool, fibras vegetais ou técnicas de rastreamento e reciclagem de embalagens, mas tudo o que eu vi foram novas formas de persistir em velhos erros.
A total ausência de conceitos de sustentabilidade na Fispal é fato decorrente dos hábitos do consumidor. A grande maioria não se importa , por exemplo , com o fato de que embalagens do tipo Tetra Pack não são recicláveis. E os “consumidores conscientes” são tão poucos que não há economia de escala para atende-los. Por isso precisamos mudar nossos hábitos. Tudo é planejado na industria com base nos nossos hábitos de consumo. Consumir menos, consumir com responsabilidade pode redefinir o destino do nosso planeta.
No link, um vídeo bastante esclarecedor produzido por Annie Leonard, uma ambientalista que investigou a fundo o custo social e ambiental do sistema de produção e consumo. Vale a pena ver e compartilhar:
Por falar em inverno,o Simepar liberou a previsão climática para o Inverno 2009, que começa na madrugada do dia 21. Temos a volta do El Niño, depois de 5 anos (o ultimo foi em 2004, mas o mais forte foi em 97), mas os efeitos disso só irão se intensificar a partir de setembro, e a friaca continua.
A chuva rareia, o frio se intensifica, mas com a temperatura baixa se estabilizando o marzão tende a ficar mais flat, imune à entrada das frentes frias.
..e o rapto de Perséfone acaba por deixar os dias gelados, o marzão miado e dá um tempo no ânimo da galera, que vive mesmo é sonhando com um Endless Summer...
Enfim, é o inverno , né?
E neste domingo pela manhã, frozen surf com os brothers Kakis! Muito frio, mas ânimos e espíritos aquecidos para enfrentar a semaninha! "Este frio insuportável, não abranda o calor da alma", he, he, he...Uma meia semaninha irada para todos!
Mahalo!
Brow Xande, Brow Eds Egs, tipo a Fer, e este que vos tecla....
Tentando entender a insólita trama narrativa de nossa amiga Ferds esposa do brods Guégs, que falava sobre surf, vietcongs, entre outras coisas, subimos a serra no ultimo bate-volta, rindo e imaginado o que ela tentou dizer. O lance do surf no Vietnã ficou na minha cabeça e lembrei então da mítica obra prima de Francis Ford Coppola , Apocalypse Now , que assisti quando o surf ainda não fazia parte da minha vida.
No filme, durante a guerra do Vietnã, o coronel Kilgore conversa com o soldado Lance Johnson, um surfista de Malibu, e fica sabendo da existência de ondas perfeitas quebrando sob uma bancada de corais, próximo ao acampamento. O coronel Kilgore, também surfista, encara como mais um dos desafios do surf o fato do point estar localizado em território ocupado pelos inimigos. Na manhã seguinte, ele parte pra lá com seus regimento (a clássica cena do helicópteros voando e destruindo tudo ao som de “Cavalgada das Valquírias” ). Pra garantir a surf session em meio a tiros de morteiro ele manda aviões bombardearem e lançarem napalm no vilarejo. Desta forma, o coronel conseguiu uma união improvável: O surf e a estupidez.
É certo que não era intenção do roteirista ou do diretor mostrar o surf como uma excentricidade em meio ao caos. Se insanidade da guerra desproveu de qualquer sentido o ato de pegar uma prancha e sair em direção ao mar, podemos entender a desconcertante cena como um resquício bestializado da vida que os soldados deixaram pra trás, uma absurda tentativa de fuga da massacrante realidade (quase o que a gente faz por aqui!), em meio ao absurdo maior da guerra.
O roteirista do filme, John Milius era surfista e sabia que o surf não estava tão distante assim da realidade da guerra. O exército americano enviava regularmente pranchas de surf ao Vietnã, sob a desculpa dos combatentes de que elas eram necessários para auxiliar os salva vidas. O documentário Between the lines, lançado este ano, investiga como o surf fez parte deste dramático capítulo do século XX. Grande parte dos jovens entre 18 e 25 anos que foram obrigados a servir eram da Califórnia, o lugar que mais representava a cultura surf nos Estados Unidos no final dos anos 60. Dos 58 mil mortos na guerra , pelo menos 10% eram de lá. Aqueles garotos que como eu ouviam Beatles e Roling Stones, também curtiam Deltones e Beach Boys e levaram o surf para as praias do Vietnã.
Ty Ponder, produtor do documentário , comentou numa entrevista à Espn sobre um soldado que conseguia avistar os vietcongues a menos de 100 metros da praia, armados com seus fuzis AK-47 enquanto pegava ondas. Este soldado contou a Ty que imagina ter sobrevivido a experiência "porque os inimigos odiariam matar alguém que estava se divertindo tanto".
Com o mundo sempre batendo à porta de outros conflitos, o comentário de nossa amiga suscitou em mim a percepção que havia escapado quando assisti o filme e não entendi muito bem o lance de um surfista e “ o cheiro de napalm pela manhã”, em mais uma guerra inútil. O surf me ajudou entender que “o horror, o horror” era excencialmente loucura...
“If I say it’s safe to surf this beach, Captain, then it’s safe to surf this beach. I mean I’m not afraid to surf this place, I’ll surf this whole fucking place!” (Coronel Kilgore)
Clark Little, é um surfista de Waimea Bay (Hawai, né!), pacato cidadão, que um dia, a pedido de sua esposa que queria algo para decorar uma parede, resolveu cair no mar com uma Nikon D200 (yeah, meus brothers, dessas que você encontra no Mercado Livre por 3 contos) , mais um estanque (lógico), uma lente fish eye, muito talento e conhecimentos adquiridos junto a seu pai, que foi professor de fotografia por 12 anos.
Clark desenvolveu uma técnica para capturar as cavernas de cristal desmanchando-se nas bancadas do Hawai eternizando estes fugazes momentos em esplêndidas imagens. E hoje ele realizou o sonho de todo surfista de alma, e vive de surfar e vender em seu site as fotos obtidas no quintal de casa.
Cada foto está a venda por valores entre 50 a 4000 dólares. Parece moleza, mas sensibilidade e talento realmente não tem preço!
"Cada imagem é uma reflexão de minha profunda admiração e afeto pelas águas salgadas do Hawaii, a nossa cultura e estilo de vida" Clark Little
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Numa destas incursões no acervo digital de Veja, eu pesquisei a palavra Surf (lógico!) . Estava realmente curioso para ver quando, em seus 40 anos de história, a Veja falou pela primeira vez em “Surf “. O resultado é isto aí:
Tá certo que há 40 anos atrás as praias brazucas não eram nenhuma Califórnia, e que a galera não tinha muito idéia do que era surf, mas o que que é isso? No mínimo eles inventaram uma forma primitiva de Wake-Board. O anúncio também é um primor. A galera aqui da agência rachou o bico! Facú de publicidade é para os fracos!
Percebi também, que antigamente , ninguém surfava e sim “fazia surf”. Em Portugal ainda é assim que as pessoas referem-se ao ato de surfar. A primeira matéria que tinha o surf como tema relevante, só saiu em 1986, falando que Santa Catarina é o canal pra quem quer surfar (Yeah!). Naquela época, o Picuruta Salazar ainda era chamado de Alexandre Salazar Junior! Mas antes disso teve propaganda da Guaraná Antártica , desta vez com um cara surfando de verdade, teve a Brasília já sendo vendida como “ideal para carregar as pranchas de surf”, o Millôr preocupado com o fato de que as pranchas sobre o carro alteram seu centro de gravidade, e um montão de informações inúteis (e o que não é inútil quando se está longe do mar?) . Você sabia que o esporte preferido do rei Hussein era o surf? Pois é...
Deu também uma certa vontade de ter vivido os anos 70, lendo uma matéria sobre um festival de rock e surf em Saquarema em 73. Totalmente roots e improvisado. Lógico, tinha gente interessada em faturar uns trocos, mas não tinha nada a ver com as mega-produções caga-praia dos grandes campeonatos de hoje.
Aê, boas ondas a todos! Mahalo
Quero um desses!
Olha que coisa mais linda!